Nos dias de hoje,
pessoas que possuem uma condição financeira melhor estão procurando os planos
de saúde e o sistema privado, pois a saúde pública encontra-se em estado de
crise aguda, não sendo diferente em Paraíba do Sul. Hospital com poucos
recursos, falta de medicamentos, medicos que não cumprem horários, aparelhos
quebrados, filas para atendimento são os principais problemas encontrados nas
unidades de saúde de nossa cidade. A população mais afetada é aquela que
depende deste atendimento médico, ou seja, as pessoas com menos recursos.
Por diversas
vezes a equipe do Jornal A Folha denunciou estes problemas que há anos vem
afetando a população de Paraíba do Sul.
Em nota Hospital Nossa
Senhora da Piedade admite problemas
A direção do Hospital Nossa Senhora da Piedade de Paraíba do
Sul, enviou um ofício para o Jornal A Folha informando a real situação da
unidade.
De acordo com a direção da unidade, não existem pediatras,
obstetras ou anestesistas de plantão, apenas de sobreaviso, ou seja, quando uma
paciente chega ao hospital ou está internada para dar a luz, os responsáveis
pelo plantão são acionados a comparecerem na unidade e assim realizarem o
parto, porém por falta de Pediatras, o Hospital Nossa Senhora da Piedade não
realizará mais o sobreaviso nos finais de semana. Portanto, se alguma paciente
se dirigir a unidade para dar a luz, será orientada a procurar o hospital da
cidade de Três Rios.
-Por falta de recursos financeiros, o hospital não tem como
manter plantão 24h no setor de obstetrícia- declarou a direção do Hospital
Nossa Senhora da Piedade.
Acompanhe o ofício
enviado pela direção do HNSP
Servimo-nos do presente para prestar esclarecimento
sobre as dificuldades encontradas pelo Hospital Nossa Senhora da Piedade para
manter o serviço de obstetrícia no Município de Paraíba do Sul, a saber:
*O serviço de Obstetrícia do Hospital Nossa Senhora
da Piedade- HNSP é contratualizado ao SUS desde setembro de 2007 para realizar
mensalmente 12 (doze) internações, entre partos, cesáreas e procedimentos de
obstetrícia. Para tanto é pago por este serviço o valor mensal de R$
5.851,91(cinco mil oitocentos e cinqüenta e um reais e noventa e um centavos).
*O HNSP há 108 anos é o único hospital geral do
município de Paraíba do Sul, é um hospital filantrópico que nos últimos anos
vem reestruturando e implementando ações na busca da melhoria contínua do
atendimento a população, mas como todo hospital filantrópico que presta
serviços ao SUS, enfrenta sérias dificuldades financeiras para investir em
melhorias na sua infra-estrutura, contratação de pessoal e aquisição de
equipamentos indispensáveis aos serviços hospitalares.
*Destacamos que essa dificuldade não é apenas do
HNSP, mas de todo o setor filantrópico do Brasil. Atualmente, em cada três
leitos no país, um é beneficente. Porém este setor ficou esquecido pelos
sucessivos governos, desembocando em uma grave e crônica crise financeira de
suas instituições. A tabela SUS paga apenas cerca de 60% do total dos seus
gastos reais em procedimentos realizados nos pacientes da rede pública. A
defasagem na Tabela do SUS é uma das principais dificuldades encontradas pelos
gestores dos hospitais filantrópicos.
*Dessa forma, o Serviço de Obstetrícia do Hospital
funciona em caráter de sobreaviso com equipe (obstetra, pediatra e anestesista)
em escala diária a distância, porém alcançáveis. Assim, na falta de algum dos
profissionais da equipe em que a realização de cirurgia no HNSP se torne
inviável, o médico obstetra encaminha a paciente ao Hospital de Clinicas Nossa
Senhora da Conceição em Três Rios, visto que o mesmo é referência para o
município de Paraíba do Sul em procedimentos de média e alta complexidade.
*Todo encaminhamento é feito por escrito, com informações
do quadro clinico da paciente, em ambulância própria da Secretaria Municipal de
Saúde e em alguns casos com contato prévio telefônico com o médico plantonista
do Hospital de Clinicas N. Srª da Conceição e do obstetra de sobreaviso do
Hospital N. Srª da Piedade.
*Em abril desse ano foi apresentado a Secretaria
Estadual de Saúde do RJ projeto de apoio ao custeio do serviço de obstetrícia
para que o mesmo possa funcionar em sistema de plantão 24h. A proposta está em
analise do Secretário Estadual tendo como mediadores o Secretário Municipal de
Saúde e o Prefeito Municipal de Paraíba do Sul.
Neste sentido o
serviço não está funcionando aos sábados e domingos. As pacientes estão sendo
encaminhadas ao Hospital de Clínicas N. Srª da Conceição em Três Rios, que é a
nossa referência.
Os Postos de Saúde da
Família de Paraíba do Sul vem enfrentando sérios problemas
Em praticamente todos os PSF’s da cidade a situação é a
mesma, a falta de equipamentos e remédios vem fazendo com que os profissionais
das unidades trabalhem de forma precária.
De acordo com algumas denuncias, grande parte do corpo
médico que atende nas unidades de saúde da cidade, não cumprem o horário, que
de acordo com o estatuto é de 40h semanais.
-É um absurdo o paciente chegar na unidade e não ter médico,
sei como os pacientes necessitam de atendimento e por isso cobramos uma maior
fiscalização, já que não é justo com a população.
Em algumas unidades, não tem médicos, dificultando ainda
mais o atendimento- ressaltou uma funcionária da saúde de Paraíba do Sul.
Além da falta de médicos, outro agravante é a falta de
medicamentos, que de acordo com os pacientes é constante nos PSF’s.
-Durante muito tempo faltou remédio em algumas unidades de
saúde, porém, normalizaram durante um período. O problema é que diminuiu a
quantidade de alguns medicamentos que são enviados os PSF’s, como, Omeprazol,
que tem como função tratar pacientes com, Úlcera duodenal, Úlcera gástrica,
esofagite de refluxo dentre outros e também o Losartana que age com
anti-hipertensivo.
Coisas
simples como gaze e carbono estão em falta em algumas unidades.
Com
sempre, são os pacientes que vem sofrendo com isso, já que a quantidade enviada
não é suficiente para os moradores das áreas de ação das unidades de saúde da
família- finalizou uma profissional da saúde que preferiu não se identificar.
Agentes comunitárias não estão recebendo
insalubridade
Em
depoimentos algumas agentes comunitárias declararam não receber insalubridade,
sendo que, outros profissionais da saúde passaram a receber o adicional.
-
As Enfermeiras, agentes de Endemias entre outros estão recebendo o benefício da
insalubridade e as agentes comunitárias não.
Lidamos
diariamente com pessoas que estão em algum tratamento, com doenças graves,
sendo necessário o adicional.
É
um absurdo as agentes comunitárias terem que implorar ao governo municipal por
uma coisa que é de direito nosso- finalizou uma agente comunitária.
Alguns dos medicamentos que estão sendo enviados aos PSF's em pouca quantidade, não sendo suficiente para todos os pacientes



Há um mês meu vô morreu nesse hospital.
ResponderExcluirVítima de câncer, nenhuma vez foi consultado por um especialista.
Sem falar nos transtornos que minha família e eu passamos para ele CONSEGUIR fazer uma tomografia no "Dona Lindu"
Ambulâncias SEM MACAS, ou quando tem, não podem sair do veículo...
E a propósito, em Paraíba do Sul não existe UTI Móvel...
Esse é o NOSSO município, esse é o NOSSO Brasil!
Ótima matéria! Os cidadãos precisam ser informados sobre os motivos que levam a atual queda e não prestação de serviço pelo SUS!
ResponderExcluirO que acontece é que na atual estrutura capitalista, o ESTADO, mero empregado da burguesia, faz de tudo para que as pessoas passem a pagar seu Plano de Saúde, tirando o direito ao atendimento básico de saude, que são os mais dificeis e precários. Mas devemos saber é que o Plano de Saude só atende a determinadas demandas simples, como consultas, exames e cirurgias sem complexibilidade, mas quando é de alta complexibilidade é o SUS quem atende. Estamos numa fase onde a privatização é o principal meio do governo se retirar de um papel primario, atendendo a uma demanda de grandes empresarios. Privatizações de estatais, não é o unico caminho, existem a privatizações inderetas, muito prejudiciais que são a tercerização.
Os brasileiros precisam ter conciencia, de que são os governantes em que votamos que fazem estas escolhas, e que nós influenciados por uma midia comprada, acabamos criando o vinculo de proteção e critica de tudo que é publico é ruim! A saúde esta precaria na sua base, mais é ela que paga todas cirurgias de alta complexibilidade. As escolas basicas estão ruim(estrategia do Estado para formar os estudantes sem capacidade critica, para servir apenas como meras mercadorias de força de trabalho), mais olha as Universidades Publicas, contudo, suas varias contradições e dificuldades, são as melhores, pois as pessoas que ela formada, são pessoas criticas e que buscam soluçoes no todo para que ela sempre seja a melhor, e não apenas formadores de mao de obra e força de trabalho.
Nós trabalhadores precisamos nos fortalecer, combrando do Estado melhorias, pois é dele o papel de intervir nas "expressões da Questão Social", onde os dominantes(minoria) tem o poder é os meios de produçõao, e os Dominados(trabalhadores), podem ter o poder, geram a riqueza que nao é distribuida, e ainda assim acham que estes problemas nao tem jeito. Acorda Brasil!
Trabalhadores do mundo, univos!